O novo documento será mais seguro e promete diminuir as filas nos principais aeroportos. A partir do final de 2010, o passaporte brasileiro emitido pela PF (Polícia Federal) ganhará o complemento de um chip eletrônico. Esse dispositivo deixará o documento mais seguro do que o feito atualmente, no entanto, mais caro, também. O contrato com a Casa da Moeda para a emissão do novo modelo foi publicada, no dia 7 de junho, no Diário Oficial da União e a estimativa é que, em dezembro, já comece a ser utilizado o novo modelo.
O Ministério da Justiça, responsável por determinar os valores do documento, confirmou que a taxa de emissão vai aumentar, mas o percentual não foi definido. Segundo a pasta, "não será um aumento exorbitante". Quando o modelo mudou, há quatro anos, a taxa aumentou de R$ 89,10 para R$ 156,07. Por dia, a Casa da Moeda emite de 5 mil a 6 mil passaportes comuns.
A tecnologia já é adotada por países da União Europeia, Japão, Austrália e Estados Unidos. A cor azul, padronizada para países do Mercosul, será mantida no novo passaporte, que terá um símbolo na capa indicando a presença do chip. As dez digitais, a foto e a assinatura ficarão armazenadas nele.
Inserido na contracapa, não ficará exposto e a leitura será feita por radiofrequência. A página com informações do passageiro ainda será enrijecida. A PF vai começar, ainda neste ano, a compra de guichês de imigração automáticos que fazem a leitura do chip do passaporte e a análise biométrica do passageiro. Essa prática deverá reduzir as filas nos principais aeroportos. Os passaportes convencionais, emitidos atualmente pela PF, continuarão valendo normalmente e só devem ser trocados pelos novos documentos com chip após o vencimento.
Fonte: Revista Segurança & Cia